Trajectória para conhecer o mundo

‘Metropolis’, Film Still, 1927 Diane Arbus, “Barber Shop, N.Y.C.”, 1963

Estas imagens servem-nos como exemplo do que é o mais concreto estado de criação e da procura de uma imagem da fertilidade e contaminação do acto fotográfico. Podem ser imagens indeterminadas a partir das ideias que se possam posicionar naquele espaço de intriga/fascínio entre a ficção e a realidade. A criação individual e colectiva pode ser um processo para alcançar o todo através do pormenor e vice versa, ou ainda, como possibilidade de uma significativa inteligibilidade.

Estar num território visual é perceber os mecanismos da revelação de um conceito como ponto de partida para uma proximidade determinada em narrar ao máximo. Nem que seja, o próprio conceito.

Cada vez mais existe um primado incontornável: do confronto entre a criação e a edição nasce a luz. Daí que o visível e o invisível separam-se por uma espessura muito fina. Ou ainda se quiserem: mediar também pode ser, tornar próximo o real e a ficção. É aqui que o olhar inicia a sua trajectória para conhecer o mundo.