Entre muitas outras implicações, mais ou menos explícitas ou mais ou menos deliberadas, estas imagens propõem uma relação directa com uma ideia romântica do explorador na procura do sublime que está patente nas pinturas de Caspar David Friederich dos princípios do sec. XIX. Na tentativa de responder às questões da sobrevivência das imagens ao tempo, penso que uma das formas mais expressiva de persistência se constitui na teia de relações que uma imagem estabelece com todas as outras, uma tentativa de cada imagem conter em si própria toda uma constelação de outras imagens numa relação de ressonância infinita.
João Cruz
memoriafutura.org será uma plataforma
documental encarada como uma rejeição a qualquer
valor transcendental da História. Acredita-se na
importância da imagem e da palavra e no
conhecimento profundo das coisas, natural ou
adquirido. Como tudo o que é micro pode ser
também macro no sentido de um horizonte infinito.
Sabemos que as imagens quando expandidas no
tempo, não são a glorificação nostálgica do passado.
São objecto agregador que perpetua diferentes
presentes. Este projecto parte de uma reflexão
central: a possibilidade do documental nos
proporcionar uma visão do mundo a partir
de um padrão individual, local, regional ou
mundial. E que dessa visão complexa pode
nascer uma configuração de uma memória
cultural futura.
Aspiramos ser um observatório da nossa época
dirigido ao Futuro.
Adriano Rangel

