Elogio à vida: o sol brilha!

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Este verão, na minha condição de observador, algures na ilha do Pico, senti-me directamente interpelado por uma olhar aparentemente banal. Faz toda a diferença este acto: o nascer do sol. Esta experiência converteu-se num elogio à vida. A luz transforma a compreensão dessa imagem singular que evoca a  primazia da condição humana na sua contínua deslocação para a morte. Não significa tão somente um percurso de um símbolo astrológico.
Não se trata de uma visão de excessos metafóricos, nem sequer de uma visão apocalíptica. O nascer e o pôr do sol marcam a passagem e as cambiantes do tempo, da memória colectiva e na dimensão que esta se funda na lembrança (e mudança) de um estado anterior: o antes e o depois. Ficou-me a reminiscência de algo real, que se conserva para um ciclo do provir: para se criar um espaço de liberdade o qual implica transcender os limites. O sol brilha!
Prainha (Pico), 08.2009