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	<description>Quais as imagens que devem perdurar no tempo?</description>
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		<title>Pela margem</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 17:30:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Memórias Futuras]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Rangel]]></category>

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		<description><![CDATA[Pela margem Tornei me insípido dia a dia. Assim, o sal e a pimenta. O pássaro que dialoga comigo. Palavra a palavra gesto a gesto Sem escapatória sem medos. Deambulando pela margem. A saída para o mar. Decido sair do quarto. Perto do meio dia para encontrar a imagem interdita do meu espirito e regressar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2012/01/Natureza_R11_1373.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-736" title="Natureza_R11_1373" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2012/01/Natureza_R11_1373.jpg" alt="" width="500" height="376" /></a><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2012/01/Carro_R11_1371.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-737" title="Carro_R11_1371" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2012/01/Carro_R11_1371.jpg" alt="" width="500" height="324" /></a><br />
Pela margem</p>
<p>Tornei me insípido dia a dia. Assim, o sal e a pimenta.<br />
O pássaro que dialoga comigo. Palavra a palavra gesto a gesto<br />
Sem escapatória sem medos. Deambulando pela margem. A saída para o mar.</p>
<p>Decido sair do quarto. Perto do meio dia para encontrar a imagem interdita do meu espirito e regressar ao corpo de uma mulher escondido na penumbra. Muitas vezes, abraçando-a e beijando-a por todo a lado. E ela suspira. Ficamos imóveis. Fico a olhá-la a sair. Abre-se um caminho para a serpente. São estranhas esta imagens que se vêem a partir da janela.</p>
<p>© Adriano Rangel</p>
<p>poemas/imagens avulso</p>
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		<title>Voo silencioso</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 11:53:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Memórias Futuras]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Rangel]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontrei uma estrela dourada de brilho metálico. Limpei os meus olhos três vezes para ter a certeza que mereço essa estrela um avião rasga as nuvens, tudo indica que a sua rota o aponta para norte. Como um pássaro secular com o seu voo silencioso, isso mesmo baby, devemos acreditar nas imagens redentoras que nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2012/01/Rapariga-R11_1320.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-731" title="Rapariga-R11_1320" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2012/01/Rapariga-R11_1320.jpg" alt="" width="500" height="838" /></a><br />
Encontrei uma estrela dourada de brilho metálico.<br />
Limpei os meus olhos três vezes<br />
para ter a certeza que mereço essa estrela<br />
um avião rasga as nuvens, tudo indica que a sua rota o aponta para norte.<br />
Como um pássaro secular com o seu voo silencioso,<br />
isso mesmo <em>baby</em>, devemos acreditar nas imagens redentoras<br />
que nos aproximam do mundo.<br />
Estou à beira de um lago coberto<br />
com um manto gelado cortado por<br />
espelhos transparentes de sonhos vítreos.<br />
<em>foto e poema curto de Adriano Rangel (2012/01/01)</em></p>
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		<title>Sweeter Realities</title>
		<link>http://www.memoriafutura.org/sweeter-realities/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 20:29:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Memórias Futuras]]></category>
		<category><![CDATA[Heitor Alvelos]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante uns anos tive o hábito de fotografarDurante uns anos tive o hábito de fotografar as camas onde dormia. Acompanhava este ritual, algo fetichista, um vago pressentimento de que um dia algo interessante ou relevante poderia advir destes registos: algures entre o confessional esteticizado (que reneguei há muito, mas que permaneceu, espectral, até ao momento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2012/01/01_paris_sky_2009.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-727" title="01_paris_sky_2009" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2012/01/01_paris_sky_2009.jpg" alt="" width="1024" height="588" /></a><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2012/01/02_bed.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-728" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2012/01/02_bed.jpg" alt="" width="1024" height="768" /></a></p>
<p>Durante uns anos tive o hábito de fotografarDurante uns anos tive o hábito de fotografar as camas onde dormia. Acompanhava este ritual, algo fetichista, um vago pressentimento de que um dia algo interessante ou relevante poderia advir destes registos: algures entre o confessional esteticizado (que reneguei há muito, mas que permaneceu, espectral, até ao momento da sua dissolução violenta) e o potencial estatístico que entretanto contaminou as vanguardas (data visualization and the like).</p>
<p>Na minha condição de viajante frequente, as fotos de quartos de hotel acumularam-se até ao ponto de já não saber identificar a sua proveniência, e deste modo o investimento neste registo foi-se progressivamente evaporando.</p>
<p>Resta o espólio, como matéria-prima de outras metáforas. Neste caso, um céu tempestuoso cobre Paris, na viagem de regresso numa tarde tórrida de 2009; o mesmo Sol, num outro tempo qualquer, ilumina a tal cama, o epicentro do universal &#8220;lar doce lar&#8221;.</p>
<p>Sweet Dreams and Sweeter Realities. 2012.</p>
<p>texto/fotos © Heitor Alvelos</p>
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		<title>Amplitude e espessura</title>
		<link>http://www.memoriafutura.org/amplitude-e-espessura/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 20:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paisagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao documentar o real devem ter-se em consideração os detalhes, para sustentar uma reflexão invulgar com continuidade e sem sobressaltos. Depois associam-se as imagens que, entretanto, se contaminam para serem capazes de produzir um grau de pensamento. Ficam expostas a várias leituras, daquilo que pode implicitamente estar ao lado ou a baixo da superfície dessas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2012/01/Placa-R12_1352.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-723" title="Placa-R12_1352" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2012/01/Placa-R12_1352.jpg" alt="" width="500" height="869" /></a><br />
Ao documentar o real devem ter-se em consideração os detalhes, para sustentar uma reflexão invulgar com continuidade e sem sobressaltos. Depois associam-se as imagens que, entretanto, se contaminam para serem capazes de produzir um grau de pensamento. Ficam expostas a várias leituras, daquilo que pode implicitamente estar ao lado ou a baixo da superfície dessas mesmas imagens. Neste contexto, o documento adquire rigor em amplitude e espessura apontando o limite entre a ficção e a realidade.</p>
<p>texto e foto © Adriano Rangel</p>
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		<title>Documentar</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 20:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Dorothea Lange]]></category>

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		<description><![CDATA[Title: Destitute pea pickers in California. Mother of seven children. Age thirty-two. Nipomo, California Other Title: Migrant mother. Creator: Lange, Dorothea, photographer Date Created/Published: 1936 Feb. or Mar. Medium: 1 negative : nitrate ; 4 x 5 in. &#8212;&#8212;&#8211; Documentar, contra a regra da neutralidade dos testemunhos sociais Apresentam-se produções fotográficas que dão relevância aos fenómenos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Lange-Dorothea.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-720" title="Lange,-Dorothea" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Lange-Dorothea.jpg" alt="" width="500" height="613" /></a></p>
<p>Title: Destitute pea pickers in California. Mother of seven children. Age thirty-two. Nipomo, California<br />
Other Title: Migrant mother.<br />
Creator: Lange, Dorothea, photographer<br />
Date Created/Published: 1936 Feb. or Mar.<br />
Medium: 1 negative : nitrate ; 4 x 5 in.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>Documentar, contra a regra da neutralidade dos testemunhos sociais<br />
Apresentam-se produções fotográficas que dão relevância aos fenómenos de carácter social como um campo mais prospectivo da evolução das relações sociais e da actividade dos seus actores em acção na sociedade. Optámos por uma observação e uma equidade de análise capaz de produzir conhecimento a partir desta tendência social da fotografia, não misturando os nossos critérios de valor com os juízos dos factos, garantindo dessa forma a produção de teoria sobre esta actividade da fotografia documental.<br />
Considera-se que a fotografia deverá exercer um certo comprometimento social e político. Mas a fotografia tem algum poder particular, alguma capacidade de modificar os acontecimentos sociais, o poder de influenciar as estratégias de grupos sociais e mesmo o de acautelar os problemas sociais?<br />
texto © adriano rangel</p>
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		<title>discernimento</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 11:02:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vidas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Aquilo que se retém das imagens poderá ser determinado (condicionado) pela formação cultural do observador? A imagem pode provocar múltiplas reflexões. No sentido da realidade, ou seja na direcção do verdadeiro e do ilusório, ou também na direcção do tempo. Possibilita-nos uma forte abertura do nosso olhar para a textura quotidiana, ou reporta-nos para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Marraquexe-L1090061.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-714" title="Marraquexe-L1090061" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Marraquexe-L1090061.jpg" alt="" width="500" height="699" /></a><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Marraquexe-L1090062.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-715" title="Marraquexe-L1090062" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Marraquexe-L1090062.jpg" alt="" width="500" height="798" /></a></p>
<p>Aquilo que se retém das imagens poderá ser determinado (condicionado) pela formação cultural do observador?<br />
A imagem pode provocar múltiplas reflexões. No sentido da realidade, ou seja na direcção do verdadeiro e do ilusório, ou também na direcção do tempo. Possibilita-nos uma forte abertura do nosso olhar para a textura quotidiana, ou reporta-nos para uma visão do passado. Mas também pode definir uma trajectória (visão) para o futuro.<br />
Verifica-se que o fotográfico pode constituir-se como um objecto de cultura visual, dimensionado por um conjunto de propriedades entre as quais se estabelecem relações que se definem nos tempos aconselhamento, tempo aspecto, modo de ser, valores de verdade, entre outros. A imagem pode traduzir um engajamento social através daquilo que representa do referencial real. E, a partir deste engajamento, estabelece-se uma nova relação: a objectividade do documento cria uma consciência crítica para o observador humano. Cria aquilo que Bergson denomina de o discernimento. Ou seja, tornar o presente memorável…</p>
<p>texto/fotos © adriano rangel</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>local/universal</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 15:37:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Memórias Futuras]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Rangel]]></category>

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		<description><![CDATA[A fotografia documental permite projectar iconografias locais no quadro mais alargado e internacional de se promoverem e de assim dar impulso às culturas locais,  quebrando alguns “pecados” originais de falta de confiança em si próprios. O isolamento cultural significa invalidação social porque a vida é feita de aberturas e a emancipação dos povos passa pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Cuba-36a.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-709" title="Cuba-36a" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Cuba-36a.jpg" alt="" width="500" height="368" /></a></p>
<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Cuba-36b.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-711" title="Cuba-36b" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Cuba-36b.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>A fotografia documental permite projectar iconografias locais no quadro mais alargado e internacional de se promoverem e de assim dar impulso às culturas locais,  quebrando alguns “pecados” originais de falta de confiança em si próprios. O isolamento cultural significa invalidação social porque a vida é feita de aberturas e a emancipação dos povos passa pela conquista de um cidadania do mundo,  claramente, num pressuposto anti-globalização. Pois esta emancipação parte da projecção do local para o universal, obviamente contra a corrente na qual os padrões mundiais exercem ascendência sobre os contextos locais. O objectivo último é expandir ao máximo as delimitações geográficas das imagens, para que estas subsidiem também as narrativas do mundo diversificando os discursos e lutando contra a uniformização de padrões impostos.</p>
<p>texto/foto © adriano rangel</p>
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		<title>probabilidade crítica</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 14:20:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paisagens]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Rangel]]></category>

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		<description><![CDATA[A imagem pode ser uma experiência física e uma prática intelectual. É essa significância que torna o realidade transparente. Mas é evidente, no entanto, que se subentende uma probabilidade crítica pela busca de verdades autênticas. Estas convertem-se em palpáveis para abrir caminho para haver entendimento sobre o que nos rodeia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Casa-R11_1345.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-706" title="Casa-R11_1345" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Casa-R11_1345.jpg" alt="" /></a></p>
<p>A imagem pode ser uma experiência física e uma prática intelectual. É essa significância que torna o realidade transparente. Mas é evidente, no entanto, que se subentende uma probabilidade crítica pela busca de verdades autênticas. Estas convertem-se em palpáveis para abrir caminho para haver entendimento sobre o que nos rodeia.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Objectos do quotidiano</title>
		<link>http://www.memoriafutura.org/objectos-do-quotidiano/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 13:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paisagens]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Rangel]]></category>

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		<description><![CDATA[Os objectos que nos acompanham na vida e nos rodeiam no dia a dia, possuem uma carga simbólica. Eles são muitas vezes o testemunho de um momento vivido. São suportes de memória. São também promotores e, simultaneamente, cúmplices de experiências vividas. A partir desses objectos, entendidos como fragmentos ou restos arqueológicos, poderemos reconstituir uma narrativa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Cadeira-DSC_7681.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-702" title="Cadeira-DSC_7681" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Cadeira-DSC_7681.jpg" alt="" width="500" height="300" /></a></p>
<p>Os objectos que nos acompanham na vida e nos rodeiam no dia a dia, possuem uma carga simbólica. Eles são muitas vezes o testemunho de um momento vivido. São suportes de memória. São também promotores e, simultaneamente, cúmplices de experiências vividas. A partir desses objectos, entendidos como fragmentos ou restos arqueológicos, poderemos reconstituir uma narrativa (documental) histórica da nossa existência. Os objectos do nosso quotidiano falam, aos outros, de nós próprios.</p>
<p>Torna-se interessante pensar no conceito de objectos em “segunda mão” que podem servir de elos de ligação entre as diferentes pessoas que os usaram. Criam um espaço de repartição  de afectos guardados, que se vão acumulando e que lhes dão força para sobreviver ao tempo e ao espaço. Por isso, os objectos comuns poderão ser vistos (entendidos) para além da sua forma e da sua função. A arte desde as pinturas rupestres até à contemporaneidade (arte e design do Século XX/XXI), sempre souberam experimentar outras dimensões que ficam muita para além da simples existência ou função dos objectos de uso mais banal.</p>
<p>texto e foto © Adriano Rangel</p>
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