


Lugar ou não-lugar?
Mais do que lugares de nenhures, lugares de passagem, lugares fictícios, lugares de fantasia, lugares de ausência, lugares impessoais, lugares de sonho, lugares de modernidade, lugares que se repetem e que se cruzam… Serão eles, lugares eternos ou comuns? Serão eles, lugares mágicos ou lugares fora-do-lugar?
Bem, a possível resposta a esta(s) questão(s) está na ‘memória futura’ da composição tríptica[*].
Deveremos então, numa análise intrínseca, visual e reflectiva [ausente de qualquer tipo de remorso de uma realidade e vivências muito próprias], polarizar a sua ambiguidade?
Porém, fará algum sentido responder a esta questão com outra questão… que procura simplesmente esclarecer ou baralhar as ideias/conceitos que giram em torno da eterna questão: O que é um lugar e um não-lugar?
Seguem alguns esclarecimentos possíveis ou não… ?!
Para M. Augé, o lugar é o contrário da utopia: existe. Tem pontos definidos por sistemas de coordenadas de latitude e longitude. Contudo, não alberga sociedade orgânica alguma, nem cria identidade singular, nem relação, mas apenas solidão e semelhança.
Em suma, para baralhar, mais uma vez, os ‘não-lugares’ serão esses lugares de nenhures, esses lugares de passagem, esses lugares fictícios, esses lugares de fantasia, esses lugares de ausência… Serão esses lugares eternos ou lugares comuns? Serão esses lugares mágicos ou lugares fora-do-lugar?
[*] Os registos fotográficos foram capturados no interior de uma composição da Metro do Porto [Expresso], Estação da Trindade. Linha 3. 19h35. 15 Jan. 2010
projecto-site online: www.nao-lugares.com