Ponto(s) de vista

A memória sujeita-se a um exercício de produção de conhecimento. Esta conjuntura extravasa o campo estrito da fotografia, entendido como conjunto (complexo) das possibilidades através das quais a imagem pode interrogar o nosso relacionamento com o mundo, auxiliando-nos a reconhecer e a projectar a significação das coisas num tempo futuro. Desta forma, torna-se incontornável para o artista visual ter ponto(s) de vista sobre si próprio, rompendo com a clausura resultante do aprisionamento de alguns tiques românticos da arte.