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	<title>memoriafutura.org &#187; Notícias</title>
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	<description>Quais as imagens que devem perdurar no tempo?</description>
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		<title>quase todos flagelam o país</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 19:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[“Estamos a assistir ao desenvolvimento do subdesenvolvimento do nosso país e aparentemente assistimos passivamente. Como se isso nos abalasse tanto quanto o recente maremoto do Japão. Como se o país fosse um lugar distante, habitado por gente que conhecemos mal, por quem não temos especial estima e que certamente merece o fardo que lhe cabe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/11/CaminhaR09_0930.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-600" title="CaminhaR09_0930" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/11/CaminhaR09_0930.jpg" alt="" width="500" height="273" /></a></p>
<p>“Estamos a assistir ao desenvolvimento do subdesenvolvimento do nosso país e aparentemente assistimos passivamente. Como se isso nos abalasse tanto quanto o recente maremoto do Japão. Como se o país fosse um lugar distante, habitado por gente que conhecemos mal, por quem não temos especial estima e que certamente merece o fardo que lhe cabe carregar. (&#8230;) E quase todos flagelam o país, como se as causas da nossa crise financeira não fossem sistémicas e, portanto, em parte, estranhas à nossa acção, por mais desastrada que tenha sido.”<br />
Santos, B. S. (2011). Portugal – Ensaio contra a autoflagelação. Lisboa: Almedina. p. 8</p>
<p>foto © adriano rangel</p>
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		<title>”Chelsea on the Rocks”</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Mar 2011 12:13:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[‎”Chelsea on the Rocks”, de Abel Ferrara, Documentário EUA, 2008]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-478" title="chelsea_br" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/03/chelsea_br1.jpg" alt="" width="640" height="429" /></p>
<p>‎”Chelsea on the Rocks”, de Abel Ferrara, Documentário<br />
EUA, 2008</p>
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		<title>Cinerama</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 17:20:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Inês Oliveira]]></category>

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		<description><![CDATA[CINERAMA um filme de Inês Oliveira com Diogo Dória, Ricardo Aibéo, António Fonseca, António Poppe, Rita Loureiro, João Cabral, Rita Durão, Pedro Hestnes Mostra Internacional de Cinema de São Paulo &#62; Selecção Oficial em Competição Festival de Premiers Plans, Angers &#62; Selecção Oficial, Fora de Competição Nota de intenções da realizadora O que me aconteceu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-467" title="MFcinerama01" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2010/03/MFcinerama01.jpg" alt="" width="500" height="338" /><img class="alignnone size-full wp-image-468" title="MFcinerama02" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2010/03/MFcinerama02.jpg" alt="" width="500" height="299" /></p>
<p>CINERAMA<br />
um filme de Inês Oliveira<br />
com Diogo Dória, Ricardo Aibéo, António Fonseca, António Poppe, Rita Loureiro, João Cabral, Rita Durão, Pedro Hestnes</p>
<p>Mostra Internacional de Cinema de São Paulo &gt; Selecção Oficial em Competição<br />
Festival de Premiers Plans, Angers &gt; Selecção Oficial, Fora de Competição</p>
<p>Nota de intenções da realizadora</p>
<p>O que me aconteceu neste filme foi criar caminhos e percorrê-los ao mesmo tempo.<br />
Observei problemáticas que se prendem com a viragem de século (neste caso até de um milénio), comparei-as com as do século passado: a passagem de um “mundo” para outro (revolução industrial, novas ideologias construídas em cima das ruínas das anteriores…). Observei também a hipótese que o mundo globalizado de hoje oferece a quem quer viver à margem, por exemplo, numa Ìndia imaginária. Poder gritar à vontade e não ser ouvido – é uma angústia do nosso tempo.<br />
Não desenvolvo uma narrativa linear, convencional,  mas lanço uma: o rapto do director de uma empresa. Um acto vão, inconsequente, ignorado, abafado. Quantas são as narrativas que nos lançam diariamente as televisões e jornais, com protagonistas, antagonistas, intrigas e personagens secundárias, que depois nunca se desenvolvem ou desenlaçam? O absurdo ganha à lógica?<br />
Apesar do cinema ser uma arte do tempo e do espaço, este filme é acima de tudo uma construção em três actos, três “écrans” de cinerama, que se aglutinam, contradizem e justapõem. Não se sintetizam. Implodem.</p>
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		<title>Prémio PrimeirOlhar</title>
		<link>http://www.memoriafutura.org/premio-primeirolhar/</link>
		<comments>http://www.memoriafutura.org/premio-primeirolhar/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 10:59:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[No âmbito dos X Encontros de Viana, e com o objectivo de promover o documentarismo, vai ter lugar uma secção competitiva que atribuirá o Prémio PrimeirOlhar (€1000), o Prémio PrimeirOlhar/Cineclubes (€1000), atribuído pela Federação Portuguesa e pela Federação Galega de Cineclubes, e o Prémio PrimeirOlhar/IPJ em material audiovisual a atribuir pelo Instituto Português da Juventude, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-399" title="primeirolhar2010" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2010/02/primeirolhar20101.jpg" alt="" width="350" height="350" /></p>
<p>No âmbito dos X Encontros de Viana, e com o objectivo de promover o documentarismo, vai ter lugar uma secção competitiva que atribuirá o Prémio PrimeirOlhar (€1000), o Prémio PrimeirOlhar/Cineclubes (€1000), atribuído pela Federação Portuguesa e pela Federação Galega de Cineclubes, e o Prémio PrimeirOlhar/IPJ em material audiovisual a atribuir pelo Instituto Português da Juventude, ao melhor documentário realizado por alunos das escolas de cinema, de audiovisuais ou cursos na área da Comunicação, e a participantes em cursos de documentarismo promovidos por outras entidades, de Portugal e da Galiza.<br />
As candidaturas podem ser efectuadas até ao dia 09 de Abril de 2010.</p>
<p>http://www.ao-norte.com/</p>
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		<title>Arquivo da Magnum muda de mãos</title>
		<link>http://www.memoriafutura.org/arquivo-da-magnum-muda-de-maos/</link>
		<comments>http://www.memoriafutura.org/arquivo-da-magnum-muda-de-maos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 14:32:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Paris. 1957. Magnum meeting &#8220;Magnum é uma comunidade de pensamento, de uma qualidade humana compartilhada, uma curiosidade sobre o que está acontecendo no mundo, um respeito pelo que está acontecendo e um desejo de transcrevê-lo visualmente.&#8221; Henri Cartier-Bresson O arquivo da agência fotográfica Magnum, um dos mais importantes do século XX, mudou de mãos e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-331" title="MF Magnum fundadores" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2010/02/MF-Magnum-fundadores.jpg" alt="" width="385" height="389" /></p>
<p>Paris. 1957. Magnum meeting</p>
<p>&#8220;<em>Magnum é uma comunidade de pensamento, de uma qualidade humana compartilhada, uma curiosidade sobre o que está acontecendo no mundo, um respeito pelo que está acontecendo e um desejo de transcrevê-lo visualmente.</em>&#8221; Henri Cartier-Bresson</p>
<p>O arquivo da agência fotográfica Magnum, um dos mais importantes do século XX, mudou de mãos e, em Dezembro, abandonou pela primeira vez a sede da cooperativa em Manhattan, Nova Iorque.</p>
<p>Adquirido pela MSD Capital, detida pela família de Michael S. Dell, magnata da tecnologia informática, foi por sua vez cedido para estudo e exposição ao Harry Ransom Center, na Universidade do Texas, em Austin. O jornal New York Times adiantou que esta será a primeira vez desde a fundação da Magnum, em 1947, que as mais de 180 mil fotos de imprensa que compõem o arquivo estarão disponíveis para consulta do público e de investigadores.</p>
<p>Fundada por Robert Capa, Henri Cartier-Bresson, George Rodger, David Seymour e William Vendivert, a Magnum reuniu um acervo único. Não só espelha o século XX em todas as suas vertentes, do desembarque na Normandia a Frank Sinatra, como o fez através dos maiores fotojornalistas do seu tempo.</p>
<p>A venda foi decidida em 2006, numa altura em que a quebra de receitas se acentuava tanto nas agências fotográficas como na imprensa, a sua principal cliente. Com o processo de digitalização do arquivo em curso há vários anos, a venda foi vista como um investimento que ajudará a agência a reinventar-se. Nenhuma das partes divulgou a quantia envolvida, mas o New York Times revela que o arquivo terá sido segurado em 100 milhões de dólares.</p>
<p>O director da Magnum, Mark Lubell, manifestou o desejo de redireccionar a agência para a Internet, tornando-a menos dependente de publicações, potenciando a sua capacidade para ser ela mesma fonte de informação.</p>
<p>Publico, 04.02.2010</p>
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		<title>O laço branco da perversão humana</title>
		<link>http://www.memoriafutura.org/o-laco-branco-da-perversao-humana/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 15:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Rangel]]></category>

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		<description><![CDATA[A dimensão fascinante do cinema pode ser uma experiência imperdível, mas de quando em quando verifica-se. É o que acontece como uma realidade que vale a pena sentir, a partir do ângulo visual e narrativo do recente filme «O Laço Branco» (Michael Haneke, 2009) – “É num preto e branco esplêndido que se desenrola este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-321" title="laco_01" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2010/01/laco_011.jpg" alt="" width="350" height="202" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-322" title="laco_03" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2010/01/laco_03.jpg" alt="" width="350" height="196" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-323" title="laço_02" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2010/01/laço_02.jpg" alt="" width="350" height="197" /></p>
<p>A dimensão fascinante do cinema pode ser uma experiência imperdível, mas de quando em quando verifica-se. É o que acontece como uma realidade que vale a pena sentir, a partir do ângulo visual e narrativo do recente filme «O Laço Branco» (Michael Haneke, 2009) – “É num preto e branco esplêndido que se desenrola este filme impressionante e implacável” («Le Monde»).</p>
<p>A obra demonstra de forma cristalina como, para o bem e para o mal, a família e as comunidades locais podem constituir o micro-sistema onde se gera a ideologia dominante, bem visível na educação das crianças, e muitas vezes se funda a perversão humana.</p>
<p>A esse propósito, Haneke diz-nos que aqueles “que erguem os princípios de maneira absoluta se convertem em verdadeiros monstros. Naquela época, o protestantismo religioso era muito rígido e a educação muito austera. As autoridades eclesiásticas e os pais incutiam às crianças um rigor moral que não aplicavam aos seus próprios actos. As crianças tornaram-se justiceiras porque acreditavam ser a mão direita de Deus. Aconteceu na Alemanha. E esta geração, 20 anos mais tarde, concebeu o Nazismo. Este filme não é apenas relativo às origens desse movimento, mas relativo a todos os terrorismos ideológicos, políticos ou religiosos”.</p>
<p>Um filme particularmente relevante para os profissionais da docência, porque demonstra o papel do professor (na época claro!) na gestão de um certo espaço social que lhe era reservado pelo seu papel empenhado. Um filme que demonstra a capacidade de transgredir a ordem vigente no contexto de um pequeno território e daquele período histórico. Um filme que não se aconselha pela mão cheia de prémios – “O Laço Branco” é um recurso pedagógico para que no futuro não se permitam crimes contra a humanidade.</p>
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		<title>Haiti, como pode ajudar?</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 15:19:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Organizações de ajuda humanitária As organizações de ajuda humanitária lançaram um apelo mundial de ajuda para os esforços de salvamento e recuperação no Haiti, mas alertam para a necessidade de direccionar essas ajudas correctamente. Eis algumas pistas da InterAction, coligação internacional de organizações de assistência humanitária:  - não recolha água, alimentos nem roupas para o Haiti [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-301" title="MFHaiti_0505" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2010/01/MFHaiti_0505.jpg" alt="" width="350" height="335" /></p>
<p>Organizações de ajuda humanitária</p>
<p>As organizações de ajuda humanitária lançaram um apelo mundial de ajuda para os esforços de salvamento e recuperação no Haiti, mas alertam para a necessidade de direccionar essas ajudas correctamente.</p>
<p>Eis algumas pistas da InterAction, coligação internacional de organizações de assistência humanitária:  - não recolha água, alimentos nem roupas para o Haiti porque o país não dispõe das infra-estruturas necessárias para os distribuir  - opte por doar dinheiro a organizações de ajuda humanitária reconhecidas, permitindo aos profissionais obterem exactamente aquilo que é preciso sem sobrecarregar os recursos já escassos para os transportes e armazenamento  - quem quiser voluntariar-se para ajudar no terreno tem que ter experiência anterior em cenários de calamidade ou em países estrangeiros, ou possuir capacidades técnicas em carência no momento, e deve fazê-lo através de uma organização reconhecida de assistência humanitária. Mais informação disponível no Centro de Informações sobre Desastres Internacionais, agência ligada ao gabinete de Assistência em Calamidades das Nações Unidas, em www.cidi.org</p>
<p>Organizações portuguesas que estão a aceitar donativos para o Haiti:</p>
<p>Cáritas Portuguesa – pode fazer donativos na conta “Cáritas Ajuda Haiti”, com o NIB 003506970063000753053 da Caixa Geral de Depósitos</p>
<p>Cruz Vermelha Portuguesa – pode fazer donativos para o Fundo de Emergência da organização em vários bancos, indicados no site http://www.cruzvermelha.pt/cvp_t/ ou por telefone para o número 760 20 22 22 de atendimento automático (custo da chamada é de 0,60€ + IVA)</p>
<p>Ajude a Missão de emergência da AMI no Haiti – Contribua para esta missão através do NIB: 0007 001 500 400 000 00672 Multibanco: Entidade 20909 Referência 909 909 909 em Pagamento de Serviços</p>
<p>Associação AMURT – Contribua para esta organização através da conta na CGD – NIB: 0035 2168 00020393630 21.Ou cheque à ordem de: AMURT &#8211; Associação de Apoio Social e Humanitário, enviados para: Rua Visconde de Santarém, nº 71 3º andar, Sala 1 1000 &#8211; 286 Lisboa. Mais informações em http://www.amurt.pt/donativos</p>
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		<title>REQUIEM PARA UMA UTOPIA</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 12:08:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[António Baldaia]]></category>

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		<description><![CDATA[Onde pode levar-nos um olhar? Um momento fixado por uma objectiva e capturado na memória: sensorial, digital ou impressa? O que pode dizer-nos um instante feito máscara? Há uns anos, estava em Hamburgo e, aproveitando a proximidade, decidi ir a Copenhaga. Azar: no dia escolhido, a Dinamarca estava paralisada por uma greve geral. Tivoli encerrado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Onde pode levar-nos um olhar? Um momento fixado por uma objectiva e capturado na memória: sensorial, digital ou impressa? O que pode dizer-nos um instante feito máscara?</p>
<p>Há uns anos, estava em Hamburgo e, aproveitando a <i>proximidade</i>, decidi ir a Copenhaga. Azar: no dia escolhido, a Dinamarca estava paralisada por uma greve geral. Tivoli encerrado, sereia inacessível pela ausência de transportes, o único autocarro daquele dia para Christiania permitiu evitar o fracasso turístico total.</p>
<p>Fundada em 1971, a Cidade Livre ocupa um complexo de instalações militares abandonadas. O seu compromisso era criar e sustentar uma comunidade auto-governada, onde cada um seria livre de desenvolver e expressar a sua identidade. Ausência de impostos e rendas e estabelecimento de regras por consenso são duas características de um território onde não é reconhecido o direito de propriedade sobre imóveis e são autorizados o consumo e a transacção de drogas leves.</p>
<p>Não surpreende, pois, que o Estado dinamarquês tenha tentado, desde cedo, pôr cobro ao desenvolvimento de um “enclave anarquista”, multiplicando as tentativas judiciais para expulsar os “christianistas”, tidos como perturbadores da paz e da ordem. Mas a “experiência social” foi sobrevivendo.</p>
<p>Regressei a Christiania no início deste ano. Cenário e alguns actores lá continuam, incluindo um transmontano que (sobre)vive vendendo gorros nepaleses alegadamente traficados por um irmão, um “vencido da vida” com vontade de regressar, mas sem condições, e com saudades do sg-filtro (que fumámos), da feijoada e de ler um jornal português&#8230; Mas é notório que o argumento está desbotado, envelhecido, fragilizado.</p>
<p>Os habitantes acabaram forçados a pagar impostos, por contrapartida ao fornecimento de água e electricidade. O mercado de derivados da <i>Cannabis Sativa</i> foi encerrado, reduzindo drasticamente o<b> </b>fluxo de visitantes e turistas (e a entrada de dinheiro, provocando danos no tecido económico comunitário). A tensão crescente na relação com as autoridades, a frequente ocorrência de tumultos e o consequente aumento das cargas policiais, foram transformando a Cidade Livre cada vez mais num “bairro-problema” – sob rigoroso controlo governamental desde 2001.</p>
<p>Após anos de negociações, os habitantes de Christiania – que bem podia ser a utópica <i>cidade sem muros nem ameias, cidade do homem, capital da alegria</i> [Zeca Afonso] – estão confrontados com mais uma iniciativa judicial, que ameaça ser decisiva. Para tentar reverter a situação, foi lançada a petição <i>Bevar (preservar) Christiania</i>, que reclamava o direito de utilização colectiva do enclave e que subscrevi no café Manefiskeren. Pelos vistos inutilmente, porque a Cidade Livre estará com os dias contados.</p>
<p>A Justiça dinamarquesa rejeitou recentemente a petição, dando razão ao governo conservador. Ainda decorrem recursos, mas o mais provável é que a “sociedade do consenso” dê lugar às sociedades dos mercados: imobiliário e conexos.</p>
<p>E eis como a memória de um olhar é também memória de aromas e sabores, de línguas e culturas, de liberdade e utopia.</p>
<p><b><i>António Baldaia</i></b></p>
<p><i><b>Charlotte Oestervang</b></i><i>: </i><i>Kim Larsen is homeless and hangs out in Christiania</i> <i>[“Fristaden Christiania 2004-2008” - Verve Books, Copenhaga]<a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2009/11/mem%C3%B3ria-futura_FOTO2.jpg" mce_href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2009/11/memória-futura_FOTO2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-210" title="memória futura_FOTO2" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2009/11/mem%C3%B3ria-futura_FOTO2.jpg" mce_src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2009/11/memória-futura_FOTO2.jpg" alt="memória futura_FOTO2" height="600" width="458"></a></i></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Imagens do Real Imaginado &#8211; Fotografia e Cinema Documental</title>
		<link>http://www.memoriafutura.org/imagens-do-real-imaginado-fotografia-e-cinema-documental/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 09:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Rangel]]></category>

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		<description><![CDATA[De 2 a 6 de Novembro decorre a 6ª edição do Ciclo de Fotografia e Cinema Documental – Imagens do Real Imaginado 2009 subordinada ao tema o  “Rosto Transversal”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2009/11/cartazete_IRI09-1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-194" title="cartazete_final_grafica.FH11" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2009/11/cartazete_IRI09-1.jpg" alt="cartazete_final_grafica.FH11" width="500" height="702" /></a></p>
<p>De 2 a 6 de Novembro decorre a 6ª edição do Ciclo de Fotografia e Cinema Documental – Imagens do Real Imaginado 2009 subordinada ao tema o  “Rosto Transversal”.   Uma iniciativa do Departamento de Artes da Imagem (DAI) da Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (ESMAE) do Instituto Politécnico do Porto (IPP), da Alliance Française Portugal, do Goethe-Institut no Porto, com a colaboração do Centro Português de Fotografia, da Solar &#8211; Galeria de Arte Cinemática de Vila do Conde, do The European Centre of Photographic Research (eCPR), University of Wales, Newport e Open Studio Research Centre, University of Derby, UK.</p>
<p>A sessão de abertura realizar-se-á no dia 2 de Novembro, pelas 18H15, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett.</p>
<p>A programação está disponível em: www.dai.esmae.ipp.pt</p>
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