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	<title>memoriafutura.org &#187; Paisagens</title>
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	<description>Quais as imagens que devem perdurar no tempo?</description>
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		<title>Amplitude e espessura</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 20:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paisagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao documentar o real devem ter-se em consideração os detalhes, para sustentar uma reflexão invulgar com continuidade e sem sobressaltos. Depois associam-se as imagens que, entretanto, se contaminam para serem capazes de produzir um grau de pensamento. Ficam expostas a várias leituras, daquilo que pode implicitamente estar ao lado ou a baixo da superfície dessas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2012/01/Placa-R12_1352.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-723" title="Placa-R12_1352" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2012/01/Placa-R12_1352.jpg" alt="" width="500" height="869" /></a><br />
Ao documentar o real devem ter-se em consideração os detalhes, para sustentar uma reflexão invulgar com continuidade e sem sobressaltos. Depois associam-se as imagens que, entretanto, se contaminam para serem capazes de produzir um grau de pensamento. Ficam expostas a várias leituras, daquilo que pode implicitamente estar ao lado ou a baixo da superfície dessas mesmas imagens. Neste contexto, o documento adquire rigor em amplitude e espessura apontando o limite entre a ficção e a realidade.</p>
<p>texto e foto © Adriano Rangel</p>
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		<title>probabilidade crítica</title>
		<link>http://www.memoriafutura.org/probabilidade-critica/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 14:20:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paisagens]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Rangel]]></category>

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		<description><![CDATA[A imagem pode ser uma experiência física e uma prática intelectual. É essa significância que torna o realidade transparente. Mas é evidente, no entanto, que se subentende uma probabilidade crítica pela busca de verdades autênticas. Estas convertem-se em palpáveis para abrir caminho para haver entendimento sobre o que nos rodeia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Casa-R11_1345.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-706" title="Casa-R11_1345" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Casa-R11_1345.jpg" alt="" /></a></p>
<p>A imagem pode ser uma experiência física e uma prática intelectual. É essa significância que torna o realidade transparente. Mas é evidente, no entanto, que se subentende uma probabilidade crítica pela busca de verdades autênticas. Estas convertem-se em palpáveis para abrir caminho para haver entendimento sobre o que nos rodeia.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Objectos do quotidiano</title>
		<link>http://www.memoriafutura.org/objectos-do-quotidiano/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 13:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paisagens]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Rangel]]></category>

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		<description><![CDATA[Os objectos que nos acompanham na vida e nos rodeiam no dia a dia, possuem uma carga simbólica. Eles são muitas vezes o testemunho de um momento vivido. São suportes de memória. São também promotores e, simultaneamente, cúmplices de experiências vividas. A partir desses objectos, entendidos como fragmentos ou restos arqueológicos, poderemos reconstituir uma narrativa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Cadeira-DSC_7681.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-702" title="Cadeira-DSC_7681" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Cadeira-DSC_7681.jpg" alt="" width="500" height="300" /></a></p>
<p>Os objectos que nos acompanham na vida e nos rodeiam no dia a dia, possuem uma carga simbólica. Eles são muitas vezes o testemunho de um momento vivido. São suportes de memória. São também promotores e, simultaneamente, cúmplices de experiências vividas. A partir desses objectos, entendidos como fragmentos ou restos arqueológicos, poderemos reconstituir uma narrativa (documental) histórica da nossa existência. Os objectos do nosso quotidiano falam, aos outros, de nós próprios.</p>
<p>Torna-se interessante pensar no conceito de objectos em “segunda mão” que podem servir de elos de ligação entre as diferentes pessoas que os usaram. Criam um espaço de repartição  de afectos guardados, que se vão acumulando e que lhes dão força para sobreviver ao tempo e ao espaço. Por isso, os objectos comuns poderão ser vistos (entendidos) para além da sua forma e da sua função. A arte desde as pinturas rupestres até à contemporaneidade (arte e design do Século XX/XXI), sempre souberam experimentar outras dimensões que ficam muita para além da simples existência ou função dos objectos de uso mais banal.</p>
<p>texto e foto © Adriano Rangel</p>
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		<title>uma catarse</title>
		<link>http://www.memoriafutura.org/uma-catarse/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 13:23:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paisagens]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Rangel]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma imagem não é uma abstracção inútil. Nesta caso descobri  um sítio maior para posteriormente a partir dele construirmos um significado do todo, descobrirmos as suas origens e percebermos as suas mutações. A imagem funciona como uma catarse, a partir da qual se pode produzir pensamento e conhecimento. Produzir imagens é experimentar um universo fantástico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/apulia-R11_1331.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-699" title="apulia-R11_1331" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/apulia-R11_1331.jpg" alt="" width="500" height="308" /></a></p>
<p>Uma imagem não é uma abstracção inútil. Nesta caso descobri  um sítio maior para posteriormente a partir dele construirmos um significado do todo, descobrirmos as suas origens e percebermos as suas mutações. A imagem funciona como uma catarse, a partir da qual se pode produzir pensamento e conhecimento. Produzir imagens é experimentar um universo fantástico feito de ligações e cruzamentos da realidade, dos quais emerge uma questão  e consequentemente as respostas possíveis que dela decorrem.<br />
Texto e foto © Adriano Rangel</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>não establishment</title>
		<link>http://www.memoriafutura.org/nao-establishment/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 12:54:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paisagens]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Rangel]]></category>

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		<description><![CDATA[A minha condição de não estar com o establishment permite-me apreender e vislumbrar o rosto do futuro. mas isso deve-se à minha condição e não às minhas capacidades. Escavar algumas (re)descobertas nas areias de um deserto é muito doloroso. Resta-me a satisfação de ter a ideia e a liberdade de partir para algum sítio&#8230; de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/apulia-R11_1341.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-696" title="apulia-R11_1341" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/apulia-R11_1341.jpg" alt="" width="500" height="300" /></a></p>
<p>A minha condição de não estar com o establishment permite-me apreender e vislumbrar o rosto do futuro. mas isso deve-se à minha condição e não às minhas capacidades.<br />
Escavar algumas (re)descobertas nas areias de um deserto é muito doloroso. Resta-me a satisfação de ter a ideia e a liberdade de partir para algum sítio&#8230; de vez em quando.<br />
A realidade é já, em si, uma memória, e eu limito-me a observá-la e reescrevê-la, para não ser uma personagem messiânica.<br />
Texto e foto © Adriano Rangel</p>
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		<title>memória histórico‑arqueológica</title>
		<link>http://www.memoriafutura.org/689/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 22:51:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paisagens]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Rangel]]></category>

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		<description><![CDATA[Eugène Atget, Porte d’Italie, 1912 Distinguimos Eugène Atget porque queremos intencionalmente reportar‑nos à fotografia enquanto construção de uma memória adstrita a um território. Neste caso, um tipo de fotografia documental que contém em si uma memória histórico‑arqueológica, intimamente ligada a uma cidade que, sendo Paris, poderia ser qualquer outra cidade da actualidade, em fase de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Atget.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-690" title="Atget" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Atget.jpg" alt="" width="384" height="500" /></a></p>
<p>Eugène Atget, Porte d’Italie, 1912</p>
<p>Distinguimos Eugène Atget porque queremos intencionalmente reportar‑nos à fotografia enquanto construção de uma memória adstrita a um território. Neste caso, um tipo de fotografia documental que contém em si uma memória histórico‑arqueológica, intimamente ligada a uma cidade que, sendo Paris, poderia ser qualquer outra cidade da actualidade, em fase de evolução/desagregação/desaparecimento. Constatámos que Atget retrata Paris como uma paisagem, também como um espaço arquitectónico e social, mas sobretudo como um assunto particularmente ajustado ao estilo da imagem documental, utilizando uma metodologia, uma perspicácia e uma minúcia capazes de gerarem discursos imagéticos que continuam a inspirar a obra de muitos fotógrafos da modernidade, de Man Ray a Berenice Abbott, passando por Lee Friedlander.</p>
<p>Adriano Rangel</p>
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		<title>padrão de cultura visual</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 19:29:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paisagens]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Rangel]]></category>

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		<description><![CDATA[O documental é uma palavra de sentido amplo. Ela implica que o autor e o público atestam aquilo que estão a ver. Motiva e incita-nos a agir sobre a realidade, com a intenção de participarmos na resolução das situações emergentes dos acontecimentos revelados na imagem. Dos acontecimentos que não estando explícitos na imagem, ficam de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Jardim-R11_1324.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-684" title="Jardim-R11_1324" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Jardim-R11_1324.jpg" alt="" width="359" height="500" /></a></p>
<p>O documental é uma palavra de sentido amplo. Ela implica que o autor e o público atestam aquilo que estão a ver. Motiva e incita-nos a agir sobre a realidade, com a intenção de participarmos na resolução das situações emergentes dos acontecimentos revelados na imagem. Dos acontecimentos que não estando explícitos na imagem, ficam de fora, mas são induzidos nela.<br />
As fotografias induzem-nos quase sempre, para o seu uso. E depois do uso, este empurra-nos para uma prática de observação. Eleva-nos assim, o nosso padrão de cultura visual, como forma superior de entender o mundo. Através da nossa relação com as imagens, assim podemos moderar a nossa relação com o mundo.</p>
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		<title>o que está ao lado</title>
		<link>http://www.memoriafutura.org/ler-o-que-esta-ao-lado-ou-a-baixo/</link>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 19:12:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paisagens]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Rangel]]></category>

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		<description><![CDATA[Fotografia documental como um juízo crítico, ou seja uma razão orientada para uma certa maneira de analisar o mundo, um todo mais verificável à luz de um estudo científico. Quando se quer descobrir algo de novo, acabamos por encontrar mais do que aquilo que inicialmente prevíamos. Observar como forma de interpelar, é ser-se capaz de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Lixo-R11_1326.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-677" title="Lixo-R11_1326" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Lixo-R11_1326.jpg" alt="" width="333" height="500" /></a></p>
<p>Fotografia documental como um juízo crítico, ou seja uma razão orientada para uma certa maneira de analisar o mundo, um todo mais verificável à luz de um estudo científico. Quando se quer descobrir algo de novo, acabamos por encontrar mais do que aquilo que inicialmente prevíamos. Observar como forma de interpelar, é ser-se capaz de evidenciar uma contracultura &#8220;underground&#8221;, para ler o que está ao lado ou a baixo da superfície social tornando particularmente evidente a noção de cidadania, público e espectador.<br />
texto e foto © Adriano Rangel</p>
]]></content:encoded>
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		<title>POEMA PARA EVM</title>
		<link>http://www.memoriafutura.org/poema-para-evm/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 17:37:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paisagens]]></category>
		<category><![CDATA[ROBERTO BOLAÑO]]></category>

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		<description><![CDATA[POEMA PARA EVM (*) Qué lugar es ése al que nos llevarán nuestras palabras, las bellas durmientes, por caminos a menudo distintos, qué eriazo, qué infierno, qué nos espera allí, Enrique, en esa blancura en la que nos reuniremos finalmente, qué aullidos, qué silencio, qué permutaciones nos aguardarán cuando hayamos atravesado todo lo que hay [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/11/arvore.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-653" title="arvore" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/11/arvore.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p>POEMA PARA EVM (*)</p>
<p>Qué lugar es ése al que nos llevarán nuestras palabras, las<br />
bellas durmientes, por caminos a menudo distintos, qué eriazo,<br />
qué infierno, qué nos espera allí, Enrique, en esa blancura en la<br />
que nos reuniremos finalmente, qué aullidos, qué silencio,<br />
qué permutaciones nos aguardarán cuando hayamos<br />
atravesado todo lo que hay que atravesar, cuando nos<br />
hayamos despojado de todo, qué olvidos, qué.<br />
En algún lugar infinito se esconde, en un tiempo que nos es<br />
ajeno, que ni siquiera nos molestamos en mensurar, allí, donde<br />
tiene una casa nuestro terror de alquiler.</p>
<p>ROBERTO BOLAÑO</p>
<p>(*) Poema del año 2003, encontrado en un cuaderno de Roberto Bolaño.<br />
EVM &#8211; Enrique Vila-Matas</p>
<p>foto © adriano rangel</p>
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