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	<title>memoriafutura.org &#187; Vidas</title>
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	<description>Quais as imagens que devem perdurar no tempo?</description>
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		<title>discernimento</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 11:02:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vidas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Aquilo que se retém das imagens poderá ser determinado (condicionado) pela formação cultural do observador? A imagem pode provocar múltiplas reflexões. No sentido da realidade, ou seja na direcção do verdadeiro e do ilusório, ou também na direcção do tempo. Possibilita-nos uma forte abertura do nosso olhar para a textura quotidiana, ou reporta-nos para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Marraquexe-L1090061.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-714" title="Marraquexe-L1090061" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Marraquexe-L1090061.jpg" alt="" width="500" height="699" /></a><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Marraquexe-L1090062.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-715" title="Marraquexe-L1090062" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/12/Marraquexe-L1090062.jpg" alt="" width="500" height="798" /></a></p>
<p>Aquilo que se retém das imagens poderá ser determinado (condicionado) pela formação cultural do observador?<br />
A imagem pode provocar múltiplas reflexões. No sentido da realidade, ou seja na direcção do verdadeiro e do ilusório, ou também na direcção do tempo. Possibilita-nos uma forte abertura do nosso olhar para a textura quotidiana, ou reporta-nos para uma visão do passado. Mas também pode definir uma trajectória (visão) para o futuro.<br />
Verifica-se que o fotográfico pode constituir-se como um objecto de cultura visual, dimensionado por um conjunto de propriedades entre as quais se estabelecem relações que se definem nos tempos aconselhamento, tempo aspecto, modo de ser, valores de verdade, entre outros. A imagem pode traduzir um engajamento social através daquilo que representa do referencial real. E, a partir deste engajamento, estabelece-se uma nova relação: a objectividade do documento cria uma consciência crítica para o observador humano. Cria aquilo que Bergson denomina de o discernimento. Ou seja, tornar o presente memorável…</p>
<p>texto/fotos © adriano rangel</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>semelhança de um original</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Nov 2011 16:44:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vidas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;a imagem nunca é uma realidade simples […] a relação simples que produz a semelhança de um original: não necessariamente a sua cópia fiel, mas simplesmente o bastante para valer por ela&#8221;, Jacques Rancière O Destino das Imagens (edição Orfeu Negro, foto © Adriano Rangel]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/11/Rancière-22a1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-608" title="Rancière 22a" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/11/Rancière-22a1.jpg" alt="" width="400" height="280" /></a></p>
<p>&#8220;a imagem nunca é uma realidade simples […] a relação simples que produz a semelhança de um original: não necessariamente a sua cópia fiel, mas simplesmente o bastante para valer por ela&#8221;, Jacques Rancière O Destino das Imagens (edição Orfeu Negro, foto © Adriano Rangel</p>
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		<title>conversação rápida e sem atritos</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 18:41:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[«Foi assim que, pouco a pouco, aprendi tudo o que dizia respeito a África. Sabia tanto sobre leões que poderia ter sido acordado a meio da noite sem perigo de me esquecer de nada que a ele dissesse respeito. A selva tornou-se-me tão familiar como os campos de que sou dono. Muitas vezes, discutimos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/11/Marrocos_L1090139.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-589" title="Marrocos_L1090139" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/11/Marrocos_L1090139.jpg" alt="" width="500" height="305" /></a></p>
<p>«Foi assim que, pouco a pouco, aprendi tudo o que dizia respeito a África. Sabia tanto sobre leões que poderia ter sido acordado a meio da noite sem perigo de me esquecer de nada que a ele dissesse respeito. A selva tornou-se-me tão familiar como os campos de que sou dono. Muitas vezes, discutimos a melhor maneira de abordar um negro, a fim de conseguir uma conversação rápida e sem atritos. Fazíamos, até, ensaios de tempos a tempos.»</p>
<p>(Mrozek, O Elefante, pág.128)  foto © adriano rangel</p>
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		<title>&#8216;Guia do Missionário&#8217;</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 18:32:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vidas]]></category>

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		<description><![CDATA[«Ardendo de curiosidade, fui a uma loja de livros em segunda mão e comprei um volume intitulado &#8216;Guia do Missionário&#8217;, o qual fazia a descrição de métodos variados. E muitas vezes nos sentámos na varanda, meu primo e eu, lendo este livro até ao cair da noite. A coisa mais interessante era a maneira como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/11/Flagelado_L1080991.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-586" title="Flagelado_L1080991" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/11/Flagelado_L1080991.jpg" alt="" width="500" height="371" /></a></p>
<p>«Ardendo de curiosidade, fui a uma loja de livros em segunda mão e comprei um volume intitulado &#8216;Guia do Missionário&#8217;, o qual fazia a descrição de métodos variados. E muitas vezes nos sentámos na varanda, meu primo e eu, lendo este livro até ao cair da noite. A coisa mais interessante era a maneira como os negros gostavam de missionários. É claro que o mundo é feito por toda a espécie de pessoas. Algumas satisfazem-se com um bife; para outras, jantar sem padre não é jantar. Assim, líamos e tornávamos a ler até a luz diminuir, apesar de os mosquitos nos continuarem a morder e o frio da noite nos gelar os ossos. Por vezes, o ardor era tão grande que parávamos de ler e eu dizia ao meu primo: &#8216;Escuta, Bernardo. Tu vais convertê-los, não vais?&#8217;»<br />
(Mrozek, O Elefante, pág.127)</p>
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		<title>sopa vermelha</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 16:42:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vidas]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Alvim]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_572" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/09/L1050713-campbel1.jpg"><img class="size-full wp-image-572" title="L1050713 campbel" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/09/L1050713-campbel1.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Ana Alvim 2007</p></div>
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		<title>um disfarce</title>
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		<pubDate>Sat, 07 May 2011 20:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vidas]]></category>

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		<description><![CDATA[«Qualquer coisa soava, no entanto, a falso. E várias senhoras, entre as que mais simpatia lhe tinham mostrado, reprovavam, no íntimo, a sua atitude. Já tudo estava dito e consumado mas persistia nele qualquer coisa parecida com um disfarce hipócrita.» (D. H. Lawrence, A Virgem e O Cigano, pág.22)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_523" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/05/coisa_L1080630.jpg"><img class="size-full wp-image-523" title="coisa_L1080630" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2011/05/coisa_L1080630.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">foto adriano rangel</p></div>
<p>«Qualquer coisa soava, no entanto, a falso. E várias senhoras, entre as que mais simpatia lhe tinham mostrado, reprovavam, no íntimo, a sua atitude. Já tudo estava dito e consumado mas persistia nele qualquer coisa parecida com um disfarce hipócrita.»<br />
(D. H. Lawrence, A Virgem e O Cigano, pág.22)</p>
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		<title>Autenticidade e factos</title>
		<link>http://www.memoriafutura.org/autenticidade-e-realidade-dos-factos/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 14:06:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vidas]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Moreno]]></category>

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		<description><![CDATA[O fumo que sai do tacho suspenso, o fogareiro que irrompe da areia e se torna pequeno para tanta vontade, o homem que, vestindo uma velha camisa e um boné, cozinha de joelhos na praia… este é o primeiro plano de uma imagem de Noel de Magalhães, fotógrafo que há muito se dedica a registar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-306" title="MFnoelmagalhaes" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2010/01/MFnoelmagalhaes.jpg" alt="" width="500" height="370" /></p>
<p>O fumo que sai do tacho suspenso, o fogareiro que irrompe da areia e se torna pequeno para tanta vontade, o homem que, vestindo uma velha camisa e um boné, cozinha de joelhos na praia… este é o primeiro plano de uma imagem de Noel de Magalhães, fotógrafo que há muito se dedica a registar as “paisagens vivas” do Douro. É uma imagem documental pelo passado que emana, pelo preto e branco que transpira, pela intimidade que se sente a céu aberto. É uma imagem que desde cedo me chamou a atenção, e que seleccionei para figurar numa revista sobre a região duriense.<br />
O curioso é que, no dia do lançamento da revista, e graças à versatilidade da imagem fotográfica, consegui uma dedicatória de Noel de Magalhães, mesmo por cima da sua própria imagem, afinal assinar uma cópia em papel não é um sacrilégio… e depois de mim outras pessoas seguiram o exemplo.<br />
Aquele momento, partindo do pressuposto que eu nem sequer imaginava que Noel Magalhães ainda era vivo, situava-se fora do tempo, era um privilégio, porque me permitia partilhar esta imagem com quem de facto a viu e registou, acrescentando a tudo isto uma prova, a dedicatória.<br />
Estamos assim perante três elementos de prova: a imagem, o texto e a pessoa. As duas primeiras linguagens, apesar do seu fácil acesso, transporte, cópia e manipulação, apresentam-se como documentos do que realmente existiu, participando na construção da memória colectiva e individual, e que, uma vez em conjunto se reforçam e potenciam na procura do verdadeiro e genuíno.<br />
O terceiro elemento, a pessoa, mesmo sendo a mais limitada no tempo, e não oferecendo igualmente garantia de fiabilidade, é no entanto, a prova que, no conjunto das três, maior autenticidade aufere à realidade dos factos.<br />
Não é por acaso que esta semana foram noticiadas duas mortes de “testemunhas”, a de Tsutomu Yamaguchi – o último sobrevivente das bombas atómicas de Hiroshima e Nagasaki &#8211; e Miep Gies – a última guardiã do diário de Anne Frank – como sendo acontecimentos de relevo. Estas pessoas eram como que o último elo verdadeiro para com os acontecimentos que presenciaram, eram aqueles que mais do que textos e imagens podiam atestar a veracidade do passado em causa.<br />
No entanto alguma tranquilidade existe, porque sabemos que para além da vida sempre existirão textos e imagens que nos recordem e autentifiquem o passado, garantindo a sobrevivência da nossa memória – colectiva e individual – e da nossa civilização.</p>
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		<title>Vencer a noite</title>
		<link>http://www.memoriafutura.org/vencer-a-noite/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 12:57:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vidas]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Alvim]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Novembro de 2004 as operárias da fábrica têxtil “Afonso” (Arcos de Valdevez) depararam-se com a ameaça de encerramento desta unidade industrial. Os accionistas alemães tentaram efectuar a deslocalização para a República Checa, encerrando a fábrica e tentando levar consigo as máquinas e as matérias-primas. No entanto, foram “surpreendidos por algumas funcionárias que rapidamente montaram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-298" title="MF_Afonso" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2010/01/MF_Afonso.jpg" alt="" width="350" height="650" /></p>
<p>Em Novembro de 2004 as operárias da fábrica têxtil “Afonso” (Arcos de Valdevez) depararam-se com a ameaça de encerramento desta unidade industrial. Os accionistas alemães tentaram efectuar a deslocalização para a República Checa, encerrando a fábrica e tentando levar consigo as máquinas e as matérias-primas.<br />
No entanto, foram “surpreendidos por algumas funcionárias que rapidamente montaram um piquete à porta da fábrica, saíram escoltados pela GNR local e voltaram à Alemanha, de onde se dizem dispostos a prescindir da sua posição por um valor simbólico desde que não tenham que assumir as indemnizações devidas aos funcionários da empresa”.<br />
As cem trabalhadoras assumiram então a direcção da empresa e fizeram vigílias diárias, evitando que os antigos patrões levassem as máquinas.</p>
<p>Quando fui fotografar estas operárias, a laboração da fábrica decorria com normalidade, os prazos de entrega das encomendas estavam a ser cumpridos e não havia salários em atraso. Vivia-se um ambiente de regozijo e orgulho pelo facto de estarem a conseguir cumprir os seus objectivos.</p>
<p>Ficou a memória do registo fotográfico destas mulheres audazes e determinadas. Rostos silenciosos inclinados sobre as máquinas e mãos flutuando com gestos rápidos e certeiros. Emanava delas uma sabedoria indelével de quem quer vencer a noite a todo o custo.</p>
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		<title>Tracking the Dream</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 00:26:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Rangel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vidas]]></category>
		<category><![CDATA[Phil Taylor]]></category>

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		<description><![CDATA[My work (photography) was recently critiqued for an exhibition catalogue; the text that follows is an extract from an introductory essay by Joanna Lowry. I believe this text answers the question ‘Why should these images survive the test of time?’ My photographs reach back to the past, are drawn in the present and will continue to speak their language in the future, as Joanna Lowry writes, my work is “a kind of collective imaginary dreamworld” that cannot be locked into the present.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2009/11/MFphil_taylor_1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-202" title="MFphil_taylor_1" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2009/11/MFphil_taylor_1.jpg" alt="MFphil_taylor_1" width="500" height="332" /></a><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2009/11/MFphil_taylor_2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-203" title="MFphil_taylor_2" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2009/11/MFphil_taylor_2.jpg" alt="MFphil_taylor_2" width="500" height="331" /></a><a href="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2009/11/MFphil_taylor_3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-204" title="MFphil_taylor_3" src="http://www.memoriafutura.org/wp-content/uploads/2009/11/MFphil_taylor_3.jpg" alt="MFphil_taylor_3" width="500" height="500" /></a></p>
<p>Phil Taylor</p>
<p>Brighton, UK (November 2009)</p>
<p>‘<strong>Memoriafutura</strong>’ contribution</p>
<p><em>Introduction: </em></p>
<p>My work (photography) was recently critiqued for an exhibition catalogue; the text that follows is an extract from an introductory essay by Joanna Lowry. I believe this text answers the question ‘Why should these images survive the test of time?’ My photographs reach back to the past, are drawn in the present and will continue to speak their language in the future, as Joanna Lowry writes, my work is <em>“a kind of collective imaginary dreamworld”</em> that cannot be locked into the present.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>“Secondary Revision: Tracking the Dream</strong></p>
<p>Secondary Revision is the term used by Freud to describe the process through which we narrate our dreams. Our dreams themselves, as they are experienced in the moment of dreaming, have a phenomenal presence that is not yet articulated in words yet in narrating them, however formless and inconsequential the form that that narration might take, we begin to impose ourselves upon them. Our conscious minds enact an initial process of censorship upon the dream form, moulding it into a shape that can be articulated and shared, and betraying, even in that moment of articulation, the struggle between our unconscious desires and the conscious mind. The irony is that it is only through secondary revision that we gain access to the dream, as soon as we attempt to remember it, to re-think it, we change it and it slips from our grasp. The dream is thus always an elusive presence deflected through the prism of a language that destroys it at the very moment of articulation.</p>
<p>The work of Phil Taylor shares something of the structure of this process of secondary revision if only because the subject matter that he deals with is itself a kind of collective imaginary dreamworld. All his work, whether located in the touristic dream heavens of the British seaside town, the dislocated histories of Berlin, the immigrant gateway of the ports of Marseilles, or the desolate ex-mining towns of Western America, engages with the relationship between the impoverished reality of the lived environment and the fantasies that hold it in place.  The town of Butte, USA, originating in the nineteenth century as a copper mining town and now a mere shadow of its former self, is haunted by its lost history, and by the memories of a mythical frontier way of life centred around the freedom of the individual and a disrespect for the federal state. The wild expanses of the landscape stand as a symbol for a masculine identity that finds its apogee in figure of the cowboy and hunter, spending his days out on plains and mountains, driving some beat-up truck across the highways, and spending his nights drinking and gambling in the bars of the town. (<strong>Joanna Lowry, October 2009)”</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Images:</em></p>
<p>All images (x 3) are taken from the series <strong>‘The Last Best Place – photographs from the American West’</strong> 2009.</p>
<p>Phil Taylor ©2009 / Studio Hotel Vitrine (www.hotelvitrine.com)</p>
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